sábado, 20 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
No Mundo Maior: Da Obra Pão Nosso ( psic. Fco. Cândido Xavier )
No Mundo Maior: Da Obra Pão Nosso ( psic. Fco. Cândido Xavier ): O arado “E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lucas, 9:62) Aqui, vemos...
Da Obra Pão Nosso ( psic. Fco. Cândido Xavier )
O arado
“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e
olha para trás é apto para o reino de Deus.”
(Lucas, 9:62)
Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do Reino Divino um dos mais
belos símbolos.
Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens.
Poderia reportarse às leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da
profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de
colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a
terra para que produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o
terreno cede para que a chuva, o sol e os adubos sejam convenientemente
aproveitados.
É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o Divino
Cultivador, abraçandose ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele
retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que
caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito,
no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos
que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.
Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se
deve esquecer que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros guarnecidos
sábado, 11 de outubro de 2014
DA OBRA FONTE VIVA - EMMANUEL - FCO. C. XAVIER
15-FRATERNIDADE
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros.- Jesus. (João, 13:35.)
Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão as
portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas experiências
para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos de Jesus.
Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões
acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da Vida.
Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria e o
terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.
Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada
mortífera e ateando o fogo devorador.
Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno e
manejando o punhal.
Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios
e construímos prisões para quantos discordassem dos nossos pontos de
vista.
Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos contra
irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o
devotamento à Humanidade inteira.
Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e beleza,
pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que ele, em
verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.
E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo
trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os outros,
nos variados setores da interpretação.
Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável.
Não nos faremos titulares da Boa Nova simplesmente através das
atitudes exteriores.
Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da justiça
que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece o
trabalho e de assembléias que favoreçam o estudo; no entanto, toda
a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas
sombras.
Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino
de Deus que começa na vida íntima.
Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-nos
mutuamente... Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e
perdoa, entre a humildade e o serviço que asseguram a vitória do
bem. Atendamo-la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor
que afirmou com clareza e segurança: - "Nisto todos conhecerão que
sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros."
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
DA OBRA FONTE VIVA - EMMANUEL -FCO C. XAVIER
13-ERGAMO-NOS
Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. - (LUCAS, 15:18.)
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento
reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.
Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. - (LUCAS, 15:18.)
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento
reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.
domingo, 28 de setembro de 2014
DA OBRA FONTE VIVA - Fco. Cândido Xavier - Emmanuel
CERTAMENTE
Certamente cedo venho.- APOCALIPSE, 22 :20
Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem,
a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma
criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras
fantasiosas. Engôdos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e
as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda.
Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já
possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a
conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se
encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente
recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e
frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas
forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as
próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-
o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja
dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua
habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor
Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -. Certamente, cedo venho.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.
Certamente cedo venho.- APOCALIPSE, 22 :20
Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem,
a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma
criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras
fantasiosas. Engôdos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e
as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda.
Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já
possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a
conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se
encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente
recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e
frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas
forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as
próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-
o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja
dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua
habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor
Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -. Certamente, cedo venho.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
DA OBRA PARNASO DE ALÉM TÚMULO
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
ALBERTO
DE OLIVEIRA
Jesus
- Ajuda e passa - Do último dia.
FLUMINENSE, nascido em Palmital
de Saqüarema, em 1859, e falecido em Niterói, em 1937.
Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro
fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi
tido como Príncipe dos Poetas de sua geração.
Jesus
Quanta vez, neste mundo, em rumo
escuro e incerto,
O homem vive a tatear na treva em que
se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a
estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que
vem perto!...
Entre as vascas da morte, o peito
exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu
guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu
deserto.
Nessa grande amargura, a alma pobre,
entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra
nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e
socorre;
Do mundo é a escuridão, que sepulta
a quimera...
E no escuro bulcão só Jesus
persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca
morre.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
PELOS FRUTOS
Por seus frutos os conhecereis. - Jesus. MATEUS, 7:16
Nem pelo tamanho.
Nem pela configuração.
Nem pelas ramagens.
Nem pela imponência da copa.
Nem pelos rebentos verdes.
Nem pelas pontas ressequidas.
Nem pelo aspecto brilhante.
Nem pela apresentação desagradável.
Nem pela antiguidade do tronco.
Nem pela fragilidade das folhas.
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores,
mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada...
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de
nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela
epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou
apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa
colaboração no progresso comum, pela importância de nosso
concurso no bem geral.
- "Pelos frutos os conhecereis" - disse o
Mestre.
- "Pelas nossas ações seremos conhecidos"
- repetiremos nós.
Francisco C. Xavier - Emmanuel
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