sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DA OBRA FONTE VIVA - EMMANUEL -FCO C. XAVIER

13-ERGAMO-NOS

“Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. - (LUCAS, 15:18.)

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair  da  cova  escura  da  ociosidade  para  o  campo  da  ação
regeneradora.
Erguer-se  do  chão  frio  da  inércia  para  o  calor  do  movimento
reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos  de  nós,  porém,  filhos  pródigos  da  Vida,  depois  de
estragarmos  as  mais  valiosas  oportunidades,  clamamos  pela
assistência  do  Senhor,  de  acordo  com  os  nossos  desejos  menos
dignos,  para  que  sejamos  satisfeitos?  Quantos  de  nós  descemos,
voluntariamente,  ao  abismo,  e,  lá  dentro,  atolados  na  sombria
corrente  de  nossas  paixões,  exigimos  que  o  Todo-Misericordioso  se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento,  coloquemo-nos  de  pé  e  retiremo-nos  da  retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se  aspiramos  ao  clima  da  Vida  Superior,  adiantemo-nos  para  a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.

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