sábado, 11 de outubro de 2014
DA OBRA FONTE VIVA - EMMANUEL - FCO. C. XAVIER
15-FRATERNIDADE
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros.- Jesus. (João, 13:35.)
Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão as
portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas experiências
para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos de Jesus.
Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões
acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da Vida.
Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria e o
terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.
Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada
mortífera e ateando o fogo devorador.
Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno e
manejando o punhal.
Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios
e construímos prisões para quantos discordassem dos nossos pontos de
vista.
Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos contra
irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o
devotamento à Humanidade inteira.
Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e beleza,
pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que ele, em
verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.
E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo
trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os outros,
nos variados setores da interpretação.
Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável.
Não nos faremos titulares da Boa Nova simplesmente através das
atitudes exteriores.
Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da justiça
que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece o
trabalho e de assembléias que favoreçam o estudo; no entanto, toda
a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas
sombras.
Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino
de Deus que começa na vida íntima.
Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-nos
mutuamente... Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e
perdoa, entre a humildade e o serviço que asseguram a vitória do
bem. Atendamo-la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor
que afirmou com clareza e segurança: - "Nisto todos conhecerão que
sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros."
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
DA OBRA FONTE VIVA - EMMANUEL -FCO C. XAVIER
13-ERGAMO-NOS
Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. - (LUCAS, 15:18.)
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento
reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.
Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. - (LUCAS, 15:18.)
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento
reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.
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