CERTAMENTE
Certamente cedo venho.- APOCALIPSE, 22 :20
Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem,
a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma
criança que desconhece o valor do tempo.
Dias e noites são curtos para a internação em alegrias e aventuras
fantasiosas. Engôdos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e
as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda.
Geralmente, contudo, quando a maturidade aparece e a alma já
possui relativo grau de educação, o homem reajusta, apressado, a
conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende que os mesmos serviços, na posição em que se
encontra, se repetem a determinados meses do ano, perfeitamente
recapitulados, qual ocorre às estações de frio e calor, floração e
frutescência para a Natureza.
Agita-se, inquieta-se, desdobra-se, no afã de multiplicar as suas
forças para enriquecer os minutos ou ampliá-los, favorecendo as
próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-
o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja
dado recuperar os anos perdidos.
Não te embrenhes, assim, na selva humana, despreocupado de tua
habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor
Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -. Certamente, cedo venho.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.
domingo, 28 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
DA OBRA PARNASO DE ALÉM TÚMULO
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
ALBERTO
DE OLIVEIRA
Jesus
- Ajuda e passa - Do último dia.
FLUMINENSE, nascido em Palmital
de Saqüarema, em 1859, e falecido em Niterói, em 1937.
Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro
fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi
tido como Príncipe dos Poetas de sua geração.
Jesus
Quanta vez, neste mundo, em rumo
escuro e incerto,
O homem vive a tatear na treva em que
se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a
estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que
vem perto!...
Entre as vascas da morte, o peito
exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu
guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu
deserto.
Nessa grande amargura, a alma pobre,
entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra
nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e
socorre;
Do mundo é a escuridão, que sepulta
a quimera...
E no escuro bulcão só Jesus
persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca
morre.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
PELOS FRUTOS
Por seus frutos os conhecereis. - Jesus. MATEUS, 7:16
Nem pelo tamanho.
Nem pela configuração.
Nem pelas ramagens.
Nem pela imponência da copa.
Nem pelos rebentos verdes.
Nem pelas pontas ressequidas.
Nem pelo aspecto brilhante.
Nem pela apresentação desagradável.
Nem pela antiguidade do tronco.
Nem pela fragilidade das folhas.
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores,
mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada...
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de
nós pelo que parecemos, pela superficialidade de nossa vida, pela
epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou
apreciadas de passagem, mas sim pela substância de nossa
colaboração no progresso comum, pela importância de nosso
concurso no bem geral.
- "Pelos frutos os conhecereis" - disse o
Mestre.
- "Pelas nossas ações seremos conhecidos"
- repetiremos nós.
Francisco C. Xavier - Emmanuel
Assinar:
Postagens (Atom)