domingo, 28 de setembro de 2014

DA OBRA FONTE VIVA - Fco. Cândido Xavier - Emmanuel

CERTAMENTE

“Certamente cedo venho”.- APOCALIPSE, 22 :20

Quase sempre, enquanto a criatura humana respira na carne jovem,
a atitude que lhe caracteriza o coração para com a vida é a de uma
criança que desconhece o valor do tempo.
Dias  e  noites  são  curtos  para  a  internação  em  alegrias  e  aventuras
fantasiosas. Engôdos mil da ilusão efêmera lhe obscurecem o olhar e
as horas se esvaem num turbilhão de anseios inúteis.
Raras pessoas escapam de semelhante perda.
Geralmente,  contudo,  quando  a  maturidade  aparece  e  a  alma  já
possui  relativo  grau  de  educação,  o  homem  reajusta,  apressado,  a
conceituação do dia.
A semana é reduzida para o que lhe cabe fazer.
Compreende  que  os  mesmos  serviços,  na  posição  em  que  se
encontra,  se  repetem  a  determinados  meses  do  ano,  perfeitamente
recapitulados,  qual  ocorre  às  estações  de  frio  e  calor,  floração  e
frutescência para a Natureza.
Agita-se,  inquieta-se,  desdobra-se,  no  afã  de  multiplicar  as  suas
forças  para  enriquecer  os  minutos  ou  ampliá-los,  favorecendo  as
próprias energias.
E, comumente, ao termo da romagem, a morte do corpo surpreende-
o nos ângulos da expectativa ou do entretenimento, sem que lhe seja
dado recuperar os anos perdidos.
Não  te  embrenhes,  assim,  na  selva  humana,  despreocupado  de  tua
habilitação à luz espiritual, ante o caminho eterno.
No penúltimo versículo do Novo Testamento, que é a Carta do Amor
Divino para a Humanidade, determinou o Senhor fosse gravada pelo apóstolo a sua promessa solene: -. “Certamente, cedo venho”.
Vale-te, pois, do tempo e não te faças tardio na preparação.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DA OBRA PARNASO DE ALÉM TÚMULO

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

ALBERTO DE OLIVEIRA
Jesus - Ajuda e passa - Do último dia.

FLUMINENSE, nascido em Palmital de Saqüare­ma, em 1859, e falecido em Niterói, em 1937. Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi tido como Príncipe dos Poetas de sua geração.

Jesus

Quanta vez, neste mundo, em rumo escuro e incerto,
O homem vive a tatear na treva em que se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que vem perto!...

Entre as vascas da morte, o peito exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu deserto.

Nessa grande amargura, a alma pobre, entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e socorre;
 

Do mundo é a escuridão, que sepulta a quimera...
E no escuro bulcão só Jesus persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca morre.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PELOS FRUTOS



“Por seus frutos os conhecereis”. - Jesus. MATEUS, 7:16

Nem pelo tamanho.
Nem pela configuração.
Nem pelas ramagens.
Nem pela imponência da copa.
Nem pelos rebentos verdes.
Nem pelas pontas ressequidas.
Nem pelo aspecto brilhante.
Nem pela apresentação desagradável.
Nem pela antiguidade do tronco.
Nem pela fragilidade das folhas.
Nem pela casca rústica ou delicada.
Nem pelas flores perfumadas ou inodoras.
Nem pelo aroma atraente.
Nem pelas emanações repulsivas.
Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores,
mas sim pelos frutos, peja utilidade, pela produção.
Assim também nosso espírito em plena jornada...
Ninguém que se consagre realmente à verdade dará testemunho de
nós  pelo  que  parecemos,  pela  superficialidade  de  nossa  vida,  pela
epiderme de nossas atitudes ou expressões individuais percebidas ou
apreciadas  de  passagem,  mas  sim  pela  substância  de  nossa
colaboração  no  progresso  comum,  pela  importância  de  nosso
concurso no bem geral.
- "Pelos frutos os conhecereis" - disse o
Mestre.
- "Pelas nossas ações seremos conhecidos"
- repetiremos nós.

Francisco C. Xavier - Emmanuel