quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Da Obra Pão Nosso ( psic. Fco. Cândido Xavier )


O arado

“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e
olha para trás é apto para o reino de Deus.”

(Lucas, 9:62)
Aqui,  vemos  Jesus  utilizar  na  edificação  do  Reino  Divino  um  dos  mais
belos símbolos.
Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens.
Poderia  reportar­se  às  leis  do  mundo,  aos  deveres  sociais,  aos  textos  da
profecia, mas prefere fixar o ensinamento em bases mais simples.
O  arado  é  aparelho  de  todos  os  tempos.  É  pesado,  demanda  esforço  de
colaboração entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a
terra  para  que  produza.  Constrói  o  berço  das  sementeiras  e,  à  sua  passagem,  o
terreno  cede  para  que  a  chuva,  o  sol  e  os  adubos  sejam  convenientemente
aproveitados.
É  necessário,  pois,  que  o  discípulo  sincero  tome  lições  com  o  Divino
Cultivador, abraçando­se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele
retirar as mãos, de modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.
Meditemos  nas  oportunidades  perdidas,  nas  chuvas  de  misericórdia  que
caíram sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito,
no sol de amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos
que temos recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.
Examinemos tudo isto e reflitamos no símbolo de Jesus.
Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se
deve  esquecer  que,  depois  dele,  chegam  semeaduras  e  colheitas,  pães  no  prato  e celeiros guarnecidos

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